Mostrando postagens com marcador chico buarque de holanda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chico buarque de holanda. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de novembro de 2008

.duplas de composição.

Top 3.

Tom e Vinicius... (claro!)
- com uma pontinha de vontade de citar Baden Powell, e Toquinho... (dúvida)

Edu Lobo e Chico Buarque (como não...?)
- Se bem que Francis Hime... ai ai.

Roberto e Erasmo Carlos (porque ser brega faz parte!)


Pra não precisar justificar as escolhas... Chega de Saudade, Cambaio e Fera Ferida.

sábado, 8 de novembro de 2008

Top 4 (ou 5)

Uma hora ela pediu 4, outra ela pediu 5... mas vamos lá

Tatuagem (para a peça Calabar de Chico e Ruy Guerra - 1972/73)

"E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço" 


Eis sua aliteração, mas a parte que eu mais gosto é

"Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva"

A bela e a fera (Chico e Edu Lobo - O grande circo místico - 1982)
Se um merece Deixa a menina, o outro merece essa.

"Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela "

Samba do grande amor (para o filme Para viver um grande amor - 1983)
Porque às vezes é exatamente o que a gente sente... nada melhor do que musicar desilusão

"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira"

Trocando em miúdos (Chico e Francis Hime - Feijoada Completa 1978)
Ainda sobre os amores que não deram certo, essa é um encanto. A interpretação imbatível de Chico Buarque, com direito à voz embargada torna os versos ainda mais profundos. E por causa dessa música eu comprei meu primeiro CD do pixinguinha.

"Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde "

Agora eleja as 3  melhores duplas de composição da música brasileira, menina colorida!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

.chico buarque de holanda.

Desafiando-te: Quero verso ou frase (trechos) das 4 músicas do Chico que você mais gosta. E uma, com aliteração (em R)... tanam!

As minhas:

* Ela Faz Cinema (Carioca - 2006)

Porque toda mulher tem um pouco de atriz. E porque só Chico é capaz de definir com perfeição como é estar nas mãos de uma mulher.

"Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual
Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama"


* Deixe a Menina (Chico Buarque - 1980)

Porque dá vontade de cantar junto, e porque cabe direitinho como trilha de uns moços por aí.

"Por trás de um homem triste
Há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher
Mil homens, sempre tão gentis
Por isso, para o seu bem
Ou tire ela da cabeça
Ou mereça a moça que você tem"


* Gota d'água (Gota D'Água - 1975)

Boa pra curtir a fossa nossa de cada dia.

"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota dágua"


* A História de Lily Braun (O GRande Circo Místico - 1982)

Porque estou encantada por ela nesses últimos dias. Especialmente quando cantada pela Gal.
Acho perfeitas as definições do estado de espírito da moça: "feito uma gema/ Me desmilingüindo toda" e "disparei com as faces/ Rubras e febris".
Uma boa História com começo, meio e fim.

"Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilingüindo toda
Ao som do blues
Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris"


* O Meu Amor (Chico Buarque - 1977/1978 - Para a Peça Ópera do Malandro)

Porque o MEU amor tbm...

"Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada"

.
.
.
Escolher só 5 músicas é tão difícil...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Presentes

Não sei porque eu ganhei CDs e Dvds... mas já que assim foi, resolví resenhar!!


Primeiro: Café Brasil (esse tem que ser com capricho, que foi presente da Jé e ela tá do meu lado lendo!! hehehe)


Primeiro de tudo O CD TEM LIVRETO!!! Eu me divirto taaaanto com essas coisas! O Encarte muito bem cuidado dá conta de falar um pouco sobre a criação dos classicassos do Chorinho, e detalhes de-li-ci-o-sos sobre a versão que está no cd.


Oo intérpretes valem um parágrafo, um texto, um romance, uma enciclopédia!! Muita gente boa, só pra dar uma noção: Sivuca, Paulinho da Viola, Marisa Monte, João Bosco, Leila Pinheiro... todos emprestando seus respectivos e imensuráveis talentos, sem ter que com isso, descaracterizar o ritmo homenageado pela coletânea.


E se os intérpretes merecem um parágrafo, para os clássicos faltam palavras. Escolhidos à dedo, os choros acabam por ser uma aula aos não-iniciados e emocionar quem já conhece todas essas canções, arranjas e executadas com tanto capricho!


Vamos agora aos DVDs.... comecemos com CHICO BUARQUE!! *-*

Fã que é fã não precisa de muito pra curtir um show como O Carioca, mas nem por isso ele deixa de merecer todo o meu cuidado na escrita. A cenografia simples e marcante contribui para espetáculo que já  são as músicas de Chico Buarque de Holanda muito bem executadas. Obviamente, vale destacar cada um dos músicos:

-Luiz Cláudio Ramos (Violão)
- Jorge Helder (Contrabaixo)
-Marcelos Bernardes (Teclados e Vocais)
-Bia Paes Leme (Piano)
-João Rebouças (Bateria)
-Wilson das Neves (Percussão - o preferido do Chico)

Enfim, vale se deliciar em cada uma das 33 faixas de mais uma obra prima do seu Chico! De clássicos a inéditas. De sambas de Carnaval a crítica social e coração partido, um show para quem sabe apreciar as coisas boas da vida... seja indignado, apaixonado, chifrado e outros "ados".

Pra terminar, atração internacional: John Mayer!

Na minha modesta opinião, baseada em algumas matérias de revistas especializadas e nos ouvidinhos que Deus me deu, o cara é um dos guitar heroes da minha geração.  O show "Where the light is" já começa com um grande diferencial que me cativou: a divisão em 3 sets. Começando com um acústico bem "banquinho, violão", partindo para um power trio jazzístico e terminando com uma banda que interpreta baladas enérgicas com pitadas de groove e rock. Districhemos cada um deles:

Acoustic set: Voz e violão dão um tom intimista a um show imenso!! A mão direita desse cara me deixou boquiaberta e "Neon" me cativou completamente, com uma harmonia gostosa que mescla tons altos e baixos, fazendo a levada (que não muda muito durante a música, é bem verdade) irresistível. Além da manjadíssima "Daughters", velha conhecida do repertório do moço.

Trio set: Músicos fantásticos. Steve Jordan tem uma pegada e tanto e uma maneira única de atacar cada peça da batera enquanto Pino Palladino, além de ter o nome mais legal da banda, tem um puta groove num baixão de presença. Porém, algo não me convenceu na interpretação de "Everyday I have the blues", porque eu sou cri-cri com jazz mesmo, e acho que pra interpretar standarts como esses tem que comer muito arroz com feijão, e o flerte com o blues nem sempre dá certo.

Band: Muita energia, uma pitada de groove. Baladas mais fáceis e "pra cima" dão o tom dessa parte do show, onde o guitarrista desfila todo seu virtuosismo e brinca como um menino que acabou de ganhar sua guitarra.

É isso aí, agradeço, respectivamente a Jé, Bruno e Bia pelos presentes fantásticos e espero que vocês curtam as indicações!



terça-feira, 30 de setembro de 2008

.achados.

Chico Buarque criou Julinho de Adelaide, quando passou a ser reconhecido pelos censores do regime militar, na década de 70. Na intenção de burlar a censura criou esse heterônimo. E deu certo! Acorda amor, Jorge maravilha e Milagre brasileiro passaram pela censura sem maiores problemas. Julinho chegou até a dar uma entrevista para o jornal Última Hora sobre sua carreira em ascensão. O jornalista e escritor Mário Prata, que o entrevistou em 1974, relembra esse episódio (segue o link) .


http://www.chicobuarque.com.br/sanatorio/julinho.htm
Maravilha... Chico e Julinho nas palavras de Mario Prata.