Queridos tortinhos, que saudade desse canto!
É, vestibular/ faculdade não nos deixa muito tempo pra ouvir com calma, escrever com calma. Mas a vida é tão rara e o fim do ano inspira férias de um jeito que não dava pra perder essa delícia em pleno sábado ensolarado, muito menos deixar de registrá-la.
Fiquei sabendo do derradeiro show via twitter, outra maravilha atual. Era censura livre, era baratinho, era perto do metrô. Não ir seria uma falta de decência, então às 17hrs estava eu na bilheteria do CCSP, prontinha pra pegar meu ingresso e ainda ver a passagem de som e ainda ficar pertinho de Habacuque Lima, Mauro Motoki e Luiz Venâncio lá no café. Duas horinhas falando besteiras com minhas boas e velhas amigas e desfilando meu vestidinho pelas rampas do CC e já estava na hora de ver e ouvir.
E como Pullovers é uma delicinha, aliás foi essa a grande moral de sábado. Já conhecia ludov e não duvidava deles, mas Ah* Pullovers (suspiro apaixonado). Como cativam esses nerdzinhos paulistanos, com seu leve bairrismo, sua estagiária de contabilidade, seus craques tímidos que de alguma maneira usavam óculos na alma. (vide entrevista, se não acreditar em mim)
Pena o áudio ser ruim, o vocal estar baixo e a bateria estourando. Se nessas condições o show foi uma delícia... imagina se a acústica e o sistema de som ajudasse!
E aí veio Ludov, com um set list que contemplou várias fases da banda, dando lógica preferência ao último CD, Caligrafia. Existe alguém mais encantador que o Motoki na escaleta? Tá, o Bruno Serroni no cello rivaliza...e ai, o Habacuque também, e a Vanessa. QUE ENCANTO. A timidez pulloveriana deu lugar a hipertividade dos ludovicos e ninguém achou ruim, o público respondeu à altura com pulinhos, gritinhos e palma e coro. E o queee foi aquele Bis com "madeira naval" e "trânsito" foi pra machucar meu coração de vez? Fui embora leve como quem passou o dia dançando Dois a rodar
domingo, 20 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
"Eu náo sei dicer pórtugueis"
Beirut fez o carnaval indie no Via Funchal.

Ressalto Beirut porque eles mostraram que são muito mais que banda de apoio do Zach Condon. Mas comecemos pelo começo.
Uma noite perto da Daslu. Muitos indies. Aqueeele clichê. A nata da social cult estava por lá: Indie-brechó, Indie-teatro, Indie-bukowski, Indie-pai, Indie-filho. Eram barbas, cabelos e bigodes. Chapéus-coco, boinas e panamás. Xadrez, all-star, reverbcity, conto do vigário, nonsense, needles & pins, sound & vision e mais (inclua sua enumeração indie aqui). E valeu a pena chegar antes pra fazer o people wathcing nosso de cada dia e chegar a essas conclusões.
Valeu a pena chegar mais cedo? Opa, retiro o que eu disse. Quem dera atrasar e perder a “banda” de abertura. Manacá entrou no palco com aquele ambiente de churrascaria. As pessoas procuravam sua CADEIRAS (erro 1: show sentado) enquanto a banda assassinava “Canto de Ossanha” (erro 2, muito pior).
É meus amigos, nada é bom demais que não possa ter o dedo da Dona Globo pra botáafudê. A banda da Capitolina tinha que dar o ar da graça pra justificar o sucesso de “Elephant Gun”. O mais engraçado é que a banda é, de fato, da Capitolina. Leticia Persiles tá precisando de uma desobsesão pra se livrar na personagem da microsérie. A atitude forçada, a voz fraquinha e a miscelânia errada de culturas garantiu um espetáculo de interrogações na platéia: O que essa mina tá fazendo aí?
Salvou-se Toninho Ferraguti, Claro. Mas por favor, muito pesudo essa mistura de marcatu, milonga, música clássica, rock pesado e bossa nova. Mais sorte da próxima vez, Manacá.
Mas aí veio Beirut e ninguém mais se importou. Começou logo com Nantes e a plateia por sí corrigiu o erro 1: todo mundo de pé, de forma bastante civilizada, inclusive respeitando a divisão monetária do negócio. Pagou menos, ficou atrás, não reclamou. Não demorou muito pra tocarem “Elephant Gun” que não foi tão cerejinah do bolo quanto eu imaginava. QUE ÓTIMO. A animação do público era tão grande que não teve muita diferença entre o hit e o resto. Tudo igualmente animado, uma beleza!
LEÃOZINHO! LEÃOZINHO! Se a plateia não cala, Zach arrisca o refrão e diz que esqueceu a letra (oh fuck!) e o baixista dá uma palinha só pra gente passar vontade. Decepcionou ? Talvez. Comprometeu? Jamais! Até porque teve Brazil, sambinha do bom pra inglês ver. Javanaise, Serge Gainsbourg pra ano da França do Brasil nenhum botar defeito!
Uma salva de palmas a todos os músicos do coletivo: mesmo com formação reduzida a banda não decepcionou. Paul Collins animadíssimo. Ao menos, penso que era ele. Os nerdinhos trocam tanto de intrumento que é díficil encotnrar a informação certa de quem é quem.
“Toca Raul”, Zach divertiu, se divertindo. Magnetismo deve ser a palvra. Sintonia de muitos. Uma coisa forte.
Fimzinho. “This will be our last song. It would be nice if you came close to the stage”. SIIIM, todo mundo pra área Vip, mas longe do caos baiano. Mostramos o que os baiano não tiveram, um público educado. anfitriões que sabem se portar como bons convidados. O Zach também não tava ridiculamente bêbado e parece ter curtido de verdade mesmo o show. Foi lindo demais, foi lindo. De tão lindo, a platei barulhentíssima e muito preseverante ganhou até uma canjinha pós bis.

O via Funchal era uma festa.
Setlist
1.Nantes
2.The Shrew
3.Cozak
4.Elephant Gun
5.Scenic World
6.My Wife
7.Postcards from Italy
8.The Akara
9.La Javanaise (Serge Gainsbourg cover)
10.Mount Wroclai (Idle Days)
Encore:
11.Cherbourg
12.A Sunday Smile
Encore 2:
13.Brazil
14.Siki Siki Baba (Kocani Orkestar cover)
15.My Night With The Prostitute From Marseille
Encore 3:
16.Gulag Orkestar

Ressalto Beirut porque eles mostraram que são muito mais que banda de apoio do Zach Condon. Mas comecemos pelo começo.
Uma noite perto da Daslu. Muitos indies. Aqueeele clichê. A nata da social cult estava por lá: Indie-brechó, Indie-teatro, Indie-bukowski, Indie-pai, Indie-filho. Eram barbas, cabelos e bigodes. Chapéus-coco, boinas e panamás. Xadrez, all-star, reverbcity, conto do vigário, nonsense, needles & pins, sound & vision e mais (inclua sua enumeração indie aqui). E valeu a pena chegar antes pra fazer o people wathcing nosso de cada dia e chegar a essas conclusões.
Valeu a pena chegar mais cedo? Opa, retiro o que eu disse. Quem dera atrasar e perder a “banda” de abertura. Manacá entrou no palco com aquele ambiente de churrascaria. As pessoas procuravam sua CADEIRAS (erro 1: show sentado) enquanto a banda assassinava “Canto de Ossanha” (erro 2, muito pior).
É meus amigos, nada é bom demais que não possa ter o dedo da Dona Globo pra botáafudê. A banda da Capitolina tinha que dar o ar da graça pra justificar o sucesso de “Elephant Gun”. O mais engraçado é que a banda é, de fato, da Capitolina. Leticia Persiles tá precisando de uma desobsesão pra se livrar na personagem da microsérie. A atitude forçada, a voz fraquinha e a miscelânia errada de culturas garantiu um espetáculo de interrogações na platéia: O que essa mina tá fazendo aí?
Salvou-se Toninho Ferraguti, Claro. Mas por favor, muito pesudo essa mistura de marcatu, milonga, música clássica, rock pesado e bossa nova. Mais sorte da próxima vez, Manacá.
Mas aí veio Beirut e ninguém mais se importou. Começou logo com Nantes e a plateia por sí corrigiu o erro 1: todo mundo de pé, de forma bastante civilizada, inclusive respeitando a divisão monetária do negócio. Pagou menos, ficou atrás, não reclamou. Não demorou muito pra tocarem “Elephant Gun” que não foi tão cerejinah do bolo quanto eu imaginava. QUE ÓTIMO. A animação do público era tão grande que não teve muita diferença entre o hit e o resto. Tudo igualmente animado, uma beleza!
LEÃOZINHO! LEÃOZINHO! Se a plateia não cala, Zach arrisca o refrão e diz que esqueceu a letra (oh fuck!) e o baixista dá uma palinha só pra gente passar vontade. Decepcionou ? Talvez. Comprometeu? Jamais! Até porque teve Brazil, sambinha do bom pra inglês ver. Javanaise, Serge Gainsbourg pra ano da França do Brasil nenhum botar defeito!
Uma salva de palmas a todos os músicos do coletivo: mesmo com formação reduzida a banda não decepcionou. Paul Collins animadíssimo. Ao menos, penso que era ele. Os nerdinhos trocam tanto de intrumento que é díficil encotnrar a informação certa de quem é quem.
“Toca Raul”, Zach divertiu, se divertindo. Magnetismo deve ser a palvra. Sintonia de muitos. Uma coisa forte.
Fimzinho. “This will be our last song. It would be nice if you came close to the stage”. SIIIM, todo mundo pra área Vip, mas longe do caos baiano. Mostramos o que os baiano não tiveram, um público educado. anfitriões que sabem se portar como bons convidados. O Zach também não tava ridiculamente bêbado e parece ter curtido de verdade mesmo o show. Foi lindo demais, foi lindo. De tão lindo, a platei barulhentíssima e muito preseverante ganhou até uma canjinha pós bis.

O via Funchal era uma festa.
Setlist
1.Nantes
2.The Shrew
3.Cozak
4.Elephant Gun
5.Scenic World
6.My Wife
7.Postcards from Italy
8.The Akara
9.La Javanaise (Serge Gainsbourg cover)
10.Mount Wroclai (Idle Days)
Encore:
11.Cherbourg
12.A Sunday Smile
Encore 2:
13.Brazil
14.Siki Siki Baba (Kocani Orkestar cover)
15.My Night With The Prostitute From Marseille
Encore 3:
16.Gulag Orkestar
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Rapidinhas: Vagarosa

Passei rapidinho, rapidinho pra deixar o som novo da Céu.
Tô ouvindo agora, digerindo. Afastou-se do samba, flertou reggae ("dorme dorme babilônia" e tudo!) até o ska, assumiu o eletro de vez, latinizou, música claramente nova, graves gostosinhos. Bom sim.
Destaque pro cover de Jorge Ben como sotaque de Los Sebosos Postizos...e Luiz Melodia em "Vira Lata" pro samba não morrer!
Ouça aqui!
domingo, 9 de agosto de 2009
.dizmaia.
Batendo cartão no StudioSp, estivemos lá sábado. Dessa vez, para comemorar meu aniversário de 25 anos, ao som da banda Dizmaia.
Foi uma jogada audaciosa arriscar tal comemoração num show que não tínhamos sequer idéia de como seria. Banda pernambucana, cantando músicas de Tim Maia. Tal qual Del Rey que toca lindamente Roberto Carlos. Tal qual Seu Chico que toca Chico Buarque de um jeito que não nos agradou.
Arriscamos e a surpesa não poderia ser melhor: Eles são muito bons, simpatissíssimos e de bom gosto. O repertório não poderia ser melhor esolhido...
Pra completar a alegria da noite, após dançar incansavelmente, saímos da festa sem cheirinho de cigarro!
Pra ficar registrado o primeiro som: Rational Culture.
Foi uma jogada audaciosa arriscar tal comemoração num show que não tínhamos sequer idéia de como seria. Banda pernambucana, cantando músicas de Tim Maia. Tal qual Del Rey que toca lindamente Roberto Carlos. Tal qual Seu Chico que toca Chico Buarque de um jeito que não nos agradou.
Arriscamos e a surpesa não poderia ser melhor: Eles são muito bons, simpatissíssimos e de bom gosto. O repertório não poderia ser melhor esolhido...
Pra completar a alegria da noite, após dançar incansavelmente, saímos da festa sem cheirinho de cigarro!
Pra ficar registrado o primeiro som: Rational Culture.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Homenagis
Cacildis! Hojis faz quinzis anos que o Mussum se foizis!E como pulularam manifestações do Mussum day, nosso humilde blog não fica de fora e faz uma homenagem sonora ao eterno Rei do Mé.
Antes de ser Musssum, Antônio Carlos Bernardes Gomes integrava o grupo Os Originais do Samba, que na década de 60 e 70 acompanhavam grandes lendas da música brasileira como Armando Geraldo, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes, Elis regina, Baden Powell e Jorge Ben (ainda era Jor).
O grupo continua na ativa, com uma formação bem diferente é claro... mas é samba(rock) do bom!
Fica aqui umas das minhas preferidas do grupo, Falador passa mal:
Antes de ser Musssum, Antônio Carlos Bernardes Gomes integrava o grupo Os Originais do Samba, que na década de 60 e 70 acompanhavam grandes lendas da música brasileira como Armando Geraldo, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes, Elis regina, Baden Powell e Jorge Ben (ainda era Jor).
O grupo continua na ativa, com uma formação bem diferente é claro... mas é samba(rock) do bom!
Fica aqui umas das minhas preferidas do grupo, Falador passa mal:
terça-feira, 28 de julho de 2009
.pra não dizer que não falei... deles.
Dia 25 de Julho, Studio SP.
Esperamos empolgados o show do Seu Chico, pois, um vídeo na Internet mostrou-nos que os caras eram bons. E realmente são!
Excelentes músicos, e só.
Pra começar, a entrada demorou muito... e às 2 horas da manhã, ainda driblavámos o "saco cheio de esperar" em prol do objetivo a que viemos.
Na primeira fila, vimos os preparativos e esperamos,
esperamos,
esperamos...
E finalmente quando entraram, fomos tomados por uma estranha repulsa.
Bom artista é quem consegue, além de mostrar a proposta musical, ter uma postura atraente no palco. É ou não é?
Pois então, na terceira música já estavamos sem paciência para o "estrelismo" dos moços. Muito bonitinhos, e pouco bacanas. Deixando-nos com a sensação de que tocar ali, para nós, era mero favor. Chato e desnecessário.
Faltou simplicidade, acho. A música de Chico Buarque tem uma leveza que dispensa certas mostras de "ai como somos os tais".
E finalmente quando entraram, fomos tomados por uma estranha repulsa.
Bom artista é quem consegue, além de mostrar a proposta musical, ter uma postura atraente no palco. É ou não é?
Pois então, na terceira música já estavamos sem paciência para o "estrelismo" dos moços. Muito bonitinhos, e pouco bacanas. Deixando-nos com a sensação de que tocar ali, para nós, era mero favor. Chato e desnecessário.
Faltou simplicidade, acho. A música de Chico Buarque tem uma leveza que dispensa certas mostras de "ai como somos os tais".
Faltou.
Cansei.
E me retirei.
Em síntese: Seu Chico é bom de ouvir, ruim de ver.
Mas, o DJ que antecedeu a entrada da banda era demais!
Valeu a noite!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
.Otto como companhia.
Na música "Por que", o Otto diz: "seu rosto é mais bonito rindo"...
E hoje, a frase cabe bem como companhia nesse dia cinza.
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